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Identificação de alunos pode ajudar a polícia

08/08/2014

 

Uma dor insuperável. É o mínimo que se pode traduzir a sensação de uma família com parentes desaparecidos, quando se trata de crianças e adolescentes essa sensação tende a ser maior.Para ajudar as autoridades nas buscas por informações e detalhes desse grupo de jovens desaparecidos, em São Paulo, foi definido pelo poder público, desde o final de maio que  4 milhões de alunos das escolas estaduais paulistas serão fotografados.

O material vai ampliar e auxiliar um sistema do Programa de Busca de Crianças e Adolescentes Desaparecidos, criado em 2012. A proposta ainda prevê que este registro seja feito anualmente.As imagens irão compor parte de um banco de dados compartilhado com a polícia e podem ser acessadas assim que a família registrar o boletim de ocorrência. Neste modelo de iniciativa, dois tipos de fotos serão usados uma de frente e outra de perfil. Em São Paulo, o modelo passa a ser testado, já neste mês de agosto.

O sistema já fica a disposição, inclusive conectado ao sistema eletrônico da Secretaria de Educação de São Paulo, pela Secretaria Escolar Digital, que vai reunir a vida escolar dos estudantes, com freqüência em aulas, notas, plano de aula e etc. Além das fotos atualizadas dos alunos, principalmente, pelo fato da maioria das famílias não possuírem uma foto recente da criança desaparecida e com qualidade.A informação das autoridades é que essas fotos irão colaborar, em caso do desaparecimento, para fazer um processo de envelhecimento da vítima.

O Conselho Estadual dos Direitos da Crianças e Adolescente (Condeca) ressaltou que a iniciativa cumpre um dever de todas as escolas do país, conforme estabelece o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Foi ressaltada a necessidade de se criar delegacias especializadas para investigação desse tipo de caso.De acordo com dados no portal do Cadastro Nacional de desaparecidos (www.desaparecidos.gov.br) no país, atualmente em 20 estados, tem registrados apenas 353  desaparecidos na faixa etária entre 5 a 15 anos, com apenas 6 casos solucionados. Segundo o Condeca que acompanha os boletins de ocorrências da polícia a média anual chega a cerca de 40 mil crianças e adolescentes.

Os dados do Cadastro Nacional apontam que Minas Gerais, tem 87 casos registrados, atrás apenas do Rio de Janeiro, com 120 boletins de ocorrência. Já o portal DesaparecidosdoBrasil.Org apresenta um balanço de 2013 em que o total de casos no estado chegaram a 18.834, sendo solucionados 16.036, mas que continuam desaparecidas 2.798 pessoas.

Os dados colocam que as crianças de 0 a 11 anos desaparecidas na capital somam 756 casos, com 722 localizadas. A estatística foi disponibilizada pela Divisão de Referência da Pessoa Desaparecida em belo Horizonte. Portanto, a iniciativa de São Paulo pode  ser de muita valida se implantada em todo o país.

 Novos Tempos

Caso o modelo de registro de estudantes de São Paulo, seja adotado em outros estados, em Contagem, o Instituto Educacional Novos Tempos (Ient) não terá problema para implementar o Programa de Busca, isso se o sistema se tornar obrigatório. Mesmo se não vingar a proposta, o Ient já realiza uma sessão anual de fotos de todos os estudantes matriculados na escola.

O modelo de identificação da instituição é realizado desde 2000, e é denominado como carometro, que traz a foto, nome e segmento de cada aluno. A proposta do programa da escola é justamente ter um banco de dados interno dos alunos atualizados, com a foto também atualizada. Segundo o gestor do Departamento de Tecnologia e Informática do colégio, Leonardo Maia, o sistema é simples e é acessado pelos professores, coordenação pedagógica e  administrativo. Leonardo explica que o material é bastante utilizado em reuniões de conselho de classe e outros afins, de interesse da escola.

 

      Leonardo e Inácio

O gestor lembra que uma vez o carômetro recebeu até elogios numa causa nobre. “Teve um aluno, que estudou aqui no Novos Tempos, e passou no concurso da polícia. A policia faz uma pesquisa sobre a vida do aprovado e nos procuraram para saber detalhes da vida estudantil do ex-aluno. E quando o arquivo foi aberto e logo a foto do aluno apareceu o policial o identificou de imediato, que elogiou nosso sistema, na época”, disse Leonardo.

O coordenador do Departamento de Comunicação, Marketing e Esporte, Inácio Maia ressalta que o programa esta disponibilizado para os professores, coordenação pedagógica e setor administrativo. Além disso o sistema é todo digital, com uma versão impressa.Para Inácio a iniciativa em São Paulo é positiva e se for expandida para outros estados, a escola já está preparada, caso seja necessário, mesmo que no inicio não fosse essa a intenção. “Não queremos que crianças ou adolescente desapareçam, principalmente, se forem nossos alunos e mesmo as que não estão com a gente, mas caso venha ser preciso nosso sistema de arquivo fotos está atualizado e a disposição das autoridades”, disse Inácio.

Na visão do coordenador, a proposta do Programa de Busca de Desaparecidos é uma excelente ação do poder público e mais uma forma da escola, seja pública ou particular, cumprir seu papel social. “Além de sermos uma base para  a construção da sociedade e parceira das famílias na educação das crianças e adolescentes, um projeto como esse só vem fortalecer o nosso papel diante a sociedade, além de formar o cidadão, poderemos ajudar na hora mais difícil de alguma família”, colocou Inácio.


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